(cartaz com ilustração de minha filha, seu primeiro trabalho público)
Nós aqui em casa já somos fãs a muito tempo da artista ai de cima (desde o dia em que ela nasceu). E é muito bacana ver a pessoa ir se tornando "gente grande". Esse ano ela teve que escolher que curso universitário fazer. Tarefa difícil. Para quem escolhe e para os pais, que acompanham as dúvidas que atravessam essa escolha. Tão difícil saber, do alto dos 17 anos, o que afinal será o campo de trabalho. Acaba que o que orienta a escolha são as inclinações, os gostos, as experiências. Mas é possível que tantas coisas que não conhecemos e das quais achamos não gostar, tenham tanto a nos revelar... acho mesmo um nó.
Outro dia, lendo o depoimento de uma jovem escritora que acabara de ganhar um prêmio literário, fiquei com aquela sensação de "aimeudeuscomoédifícilsermãe". A moça dizia que seus pais sempre a incentivaram a fazer o que gostava, o que acreditava, que sendo boa no que fazia, seria bem sucedida. Porém hoje, vendo o quanto era dura a vida de escritora ela pensava que teria sido bom que seus pais a alertassem que não, NÃO era verdade que bastava ser boa. Que viver de literatura era duro demais, dificílimo e que ela gostaria de ter pensado de forma mais prática na vida. Eu li e pensei... nossa, se a gente dá força, capaz de errar na mão. Se não dá, leva a responsabilidade por não ter incentivado. Céus (rs).
Mas, erros, acertos, culpas, desculpas à parte, eu acho mesmo que saber o que se quer fazer da vida é tarefa para a vida inteira, que se renova, se transforma, se amplia, se modifica. E mais do que qual o curso universitário mais adequado, temos que pensar de forma criativa em como nos utilizaremos dos cursos, das experiências, dos gostos, das buscas para ir construindo um trabalho que, de alguma forma, nos permita sentir vivos.

Oi Adrianne!
ResponderExcluirSei do que diz, inclusive porque uma das minhas tarefas na Faculdade era discutir a questão da orientação profissional e vocacional mesmo nas turmas da graduação, os dois primeiros semestres são definitivos para se sentir na profissão escolhida, daí eles observam as inclinações feitas, se é uma questão do meio, de determinantes familiares ou determinantes psicológicos... Poucos se percebem como vocacionados à profissão, se deixam levar pelas influências socioeconômicas ou pela pressão familiar. Inclusive alguns como Che Guevara que decidiu ser médico para contentar o pai, depois de formado entrega o canudo a ele e diz que dali em diante vai seguir o que ele mesmo gostaria de ser...
Esse amadurecimento a gente percebe ainda de forma incipiente nos jovens até porque esta orientação não é trabalhada na escola, as preferências, as tendências, o olhar crítico do mundo do trabalho, o lado humano, o lado criativo...
E aquela perguntinha clássica que fazemos às crianças: o que você quer ser quando crescer? Uma de minhas alunas entrevistando crianças nas escolas, após dinâmicas em grupo, um deles com sete anos desenha um bandido e um policial e diz que quer ser o "bandido". Por quê será? As aulas nos possibilitavam muitas conversas, risadas, reflexão e aprendências de verdade.
Acho que nos resta como educadores, mães e pais é ampliar os leques, ouvi-los em suas diferentes linguagens e orientar a autonomia, saber dar nome a si mesmo. Sem sofrer muito. Se não for poderemos voltar atrás, sem problemas.
Tem gente que na "melhor" idade resolve desabrochar a carreira de pintor, não é mesmo?
O que importa é ser feliz! Sempre!
Beijinhos!
Pois é Maria, seria bacana se na escola essas questões fossem mais trabalhadas. Na verdade, quando fazemos uma graduação, estamos tão longe de saber o que de fato será nossa atuação. Na teoria, a prática é outra...
ResponderExcluirCaramba... Eu acredito, sim, que é preciso amar o que se faz para ser bem sucedido. Mas não sei se basta isso. Tem que correr atrás, muito!... Talvez tenha faltado isso na educação da menina. Talvez ela tenha pensado que, uma vez amando o que fazia, as coisas viriam ao seu encontro. Viver é muito perigoso...
ResponderExcluirSegunda que vem tem lançamento da Adélia Prado na Travessa Leblon. Um evento da CBN com a Record. Uma amiga, Simone Magno, será a mediadora.
Bjs!